
Acordou com o toque do celular. O coração começou a bater mais forte como se ja sentisse que fosse ele. Atendeu com a voz tremula e logo descobriu que seu coração não estava enganado.
Me espera na rodoviaria que eu tô indo - Foram as palavras que ouviu antes do fim da ligação. Junto com a forte pulsação veio também um enjoo de ansiedade. Ela nunca teve a sensação de tê-lo tão perto como agora e isso dava ao mesmo tempo sentimentos de medo e felicidade.
Estava muito agitada pra conseguir esperar o tempo de sua chegada, dentro daquela casa que ficou de repente tão pequena. Ligou o som pra acalmar e uma canção de amor a fez lembrar de como sonhou tanto com aquele dia. E com os olhos ja fechados desejou que tudo fosse mesmo de verdade e que a poucas horas ele estive ao seu lado.
O tempo passou muito devagar e os minutos ja pareciam segundos.
Arrumou e desceu atras de um taxi que a levasse. Eram nove e meia da manha e ela estava ali, olhando pela janela do taxi coisas que seu olhos não conseguiam mais ver.
Chegou na rodiviaria e suas pernas tremiam um pouco. Ela nunca sentiu uma coisa tão forte como o que sentia agora.
Encontrou o lugar onde seu onibus iria chegar. Ainda eram dez horas e o medo de que ele não viesse começou a bater. Andava de um lado para o outro, olhava todos os onibus que chegavam, mas não, ele não descia de nenhum deles. Tentou ligar inumeras vezes, mas era inultil.
As horas passavam e ela estava ali a espera dele. Via pessoas chegando e encontrando aquelas que estavam ansiosas a espera. E um sentimento de conformidade começou a preencher aquele vazio de que ele não viria. Quando estava prestes a ir embora com a certeza de que ele teria desistido de todos os sonhos compartilhados encontrou alguem que divia os mesmo sentimentos de ansiedade. Ela tambem esperava pelo mesmo onibus e juntas dividiram a dor da espera.
O tempo passou mais rapido ao lado daquela estranha pessoa que de algum jeito a dava calma, pois tambem estava ali, como ela, a espera de alguem.
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